PRESERVAÇÃO DE NEGATIVOS, SLIDES, MÍDIAS DIGITIAIS E EQUIPAMENTOS FOTOGRÁFICOS
Prof. Enio Leite. Focus - Escola de Fotografia
Fungos são microrganismos parasitas e necessitam de duas coisas para sobreviver:
1) Meio favorável, ou seja a umidade ambiente;
2) Alimento, que é a cola das objetivas e prismas ou da própria gelatina animal dos negativos, cromos e papéis fotográficos.
Já que a fotografia é uma tecnologia desenvolvida para atender um determinado mercado, que é o Hemisfério Norte (Estados Unidos, Europa e Japão) esta não é, e nunca será adaptada para climas tropicais, pois o que nós na América Latina, África e outras regiões do Terceiro Mundo consumimos é meramente insignificante para os fabricantes.
A saída é ter uma sala totalmente climatizada, com temperatura e umidade relativa do ar controlado. Seu custo, por outro lado, é inviável para us domestico.
Por outro lado, temos que estar atentos ao tipo de material utilizado para o respectivo armazenamento. Material plástico comum, papéis, tecidos e outros não são recomendados, pois possuem elementos agressivos como PVC e corantes, e ainda apresentam a propriedade de absorver umidade.
Sílica também não resolve nosso caso, pois apesar de absorver umidade, depois de saturada, devolve a mesma umidade absorvida para o seu respectivo meio.
Vamos diretamente às soluções práticas.
1) Arrume um armário ou arquivo de aço, ou caixa de ferramentas de plástico. O tamanho do recipiente vai depender do volume de imagens a serem arquivados Madeira nem pensar, pois é porosa e absorve umidade.
2) Coloque-o em um lugar da sala ou estúdio seco, ventilado e que bata sol.
3) Dentro de cada gaveta, ou compartimento, pegue copinhos de café descartável e encha com pastilhas de formaldeído.
O formol possui duas propriedades:
1) Esteriliza o ar, matando os fungos;
2) Absorve umidade.
Note que com o tempo, as pastilhas esfarelam, viram farinha! Isso é devido à umidade absorvida. Ai, jogue fora, e coloque pastilhas novas !
Junto com o formol adicione um pouco de carvão para churrasco. O cartão também apresenta a propriedade de absorver umidade e odores.
Onde comprar essas pastilhas ? Qualquer loja de material cirúrgico ou dental. Custa menos do que você imagina...
Agora, por favor, atenção: NÃO COLOQUE A CÂMERA COM FILME EM CONTATO COM O FORMOL. Seu gás poderá velá-lo totalmente! Este método também é muito útil para guarda de negativos, slides e cópias. Desde que devidamente embalados com material de pH neutro.
Caso suas lentes sejam de acrílico, não mantenha o ambiente hermeticamente fechado por muito tempo. Esse gás poderá apresentar breve reação com o acrílico e partes plásticas e deixá-lo levemente opaco. Abra e feche o compartimento com freqüência.
Outra providência é encerar o corpo da câmera e das objetivas plásticas com óleo spray tipo WD 40. Coloque um pouco de WD em algodão, esfregue no corpo, tomando cuidado com as partes ópticas, para remover sujeira e suor da mão. Em seguida, aplique de novo o WD com algodão e deixe sobre a mesa por uma hora, para secar. O WD 40 vai formar um minúsculo polímero, como cera para automóvel, protegendo seu equipamento.
Já que o desumidificador é um equipamento muito caro, tem que ficar ligado 24 horas por dia, consumindo muita energia elétrica e necessita de um sistema de esgoto eficiente para drenar sua água. As pastilhas de formol são um bom começo, pois dispensa todo este maquinário.
Para guarda e arquivo de negativos, fotos, cromos ou slides, utilize sempre protetores de plástico neutro, livres de PVC (Poli Vinil Carbono). Estes não amarelam com o tempo, nem contaminam suas imagens. Manipule sempre com luvas de algodão e máscaras cirúrgicas
Mas lembre-se sempre. Com todos estes cuidados ainda é imprescindível o manuseio e uso regular de seu equipamento e imagens. Eles devem sempre tomar um pouco de ar, arejar e estar em uso freqüente. Como seu micro, dvd , ar condicionado ou o seu carro, por exemplo.
Seu equipamento, suas imagens, como qualquer outra ferramenta de trabalho, foi projetado para uso constante. Não transforme sua casa em museu, pois a deterioração virá na certa, apesar de todos os cuidados.
Por fim, sempre usar mão de obra especializada. Slides, negativos e CDs não são cópias Xerox para ser operadas por office boys ou equipe não qualificada.
As mídias eletrônicas ópticas, como cd, mini cd, dvd, Vcd, devem também ser tratada por este método. Entretanto, para elas não se recomenda o uso de pastilhas de formol. Apesar de todo o cuidado, estas mídias ainda correm riscos de deterioração.
CD NÃO É MÍDIA SEGURA!
Fonte: PC ACTIVE 23.47 h. 30.08.2004
Pesquisa revela: gravações em CD podem perder-se em dois anos.
A pesquisa publicada na revista holandesa PC-Active alerta o público para o fato de que as informações gravadas em CD podem não estar tão seguras como se imagina.
Imagens fotográficas, filmes e outras informações estocadas digitalmente em compact discs podem não estar tão seguros como os consumidores acreditam, de acordo com a PC-Active, revista holandesa sobre computadores. É claro que os fabricantes asseguram que um CD durará no mínimo 10 anos ou mais, se mantido sob condições normais. Mas, segundo a pesquisa publicada na edição de setembro da revista, três de 31 marcas de CDs testadas na Holanda, ou quase 10%, apresentavam erros sérios menos de dois anos depois de serem gravados.
Um disco deteriorou-se tão seriamente que ficou virtualmente ilegível, de acordo com os testes da PC-Active, a terceira maior revista sobre computadores da Holanda, com uma circulação de 60.000 exemplares.
Segundo o editor da revista, Wammes Witkop, os CDs foram gravados em novembro de 2001, como parte de um teste anterior de qualidade dos discos mais disponíveis no mercado holandês. Eles foram testados depois de gravados e cuidadosamente guardados em arquivos, numa sala à temperatura
ambiente, durante 20 meses, até que foram revistados no mês passado.
Wiktop diz que é impossível determinar o que causou a deterioração dos discos, comprados de vários varejistas holandeses. Eles foram submetidos a testes rigorosos que mostraram resultados consistentes, assegura.
No disco mais danificado, comprado na rede de drugstores Kruidvat, os erros foram encontrados sobre a superfície, em padrão idêntico ao rótulo impresso, sinalizando um possível problema com a tinta ou cola utilizada.
A porta-voz da Kruidvat diz que a empresa confirmou que alguns dos discos vendidos em 2001 tinham problemas e encorajara os cliente a pedir reembolso ou ajuda para reaver as informações perdidas.
“Parece que alguma informação pode ser recuperada usando-se equipamento profissional”, diz Marielle van der Harst. Ela afirma que os discos vendidos agora pela rede não têm problemas.
Outra marca que deu maus resultados foi a Mmore, que domina cerca de 20% do mercado holandês. A Mmore, que vende compact discs em 20 países, afirma que os resultados dos testes estão errados e ainda garante seus CDs por 70 anos.
“Nós vendemos 600 milhões de CDs e nunca houve uma única reclamação sobre eles”, diz o executivo-chefe, Gerben Borsje, numa entrevista. “Algumas vezes pessoas têm problemas com o calor, ou com o software ou com as instruções. Mas nunca um problema com a qualidade.”
Embora haja centenas de marcas de CDs, quase todas são fabricadas por uma dúzia de empresas, lembra Borsje. Os CDs Mmore são produzidos pela Moserbaer, com sede na Índia, cujos engenheiros estão agora revisando vários outros CDs Mmore encontrados com defeitos pela PC-Active. Os resultados devem sair a semana que vem.
Ewald Kowen, porta-voz da Comissão de Proteção ao Consumidor da Holanda, diz que tem havido poucas reclamações sobre CDs, embora tenham amplo uso doméstico e comercial.
O Centro Médico Amsterdã, o maior hospital holandês, usa CDs em seu departamento de cardiologia há cerca de dois anos para guardar resultados de testes. Seu porta-voz diz que não se notou nenhum problema com eles até agora. Segundo ele, o hospital usa apenas CDs de alta qualidade e “os problemas surgem apenas nos mais baratos”.
Steven Gilheany, engenheiro da ArchiveBuilders.com, uma empresa californiana especializada em arquivamento de informações, acha que “a existência de CDs com problema no mercado é coisa muito séria”, mas não está prevendo perda de informação em seu serviço.
O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia, uma agência federal americana, está desenvolvendo um sistema de classificação para ajudar os consumidores aferirem a qualidade dos CDs.
Witkop, da PC-Active, diz que a intenção da matéria de sua revista é alertar as pessoas de que as informações gravadas em CD podem não estar tão seguras:
“As pessoas dão como certo que por ser informação digital, não será destruída. Não acreditam que possa ser tão ruim”, ele diz. “Mas nós percebemos que a única garantia que se tem é que ela será destruída: a questão é quando”.
TELS: (11) 3107 22 19 / (11) 3104 69 51
VISITE NOSSO SITE! CLIQUE DENTRO DO BANNER.