Dicas para fotógrafos. Como e onde expor fotografia e trabalhos fotográficos. Focus Escola de Fotografia

ESPAÇOS PARA EXPOSIÇÕES E MOSTRAS DE FOTOGRAFIA

 

 

ARQUIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO

www.arquivoestado.sp.gov.br/

Rua Voluntários da Pátria, 596 - Santana

Fone: 6959-4785 - Setor de Eventos

Galeria e acervo fotográfico administrados pela Secretaria do Estado da Cultura. Costuma organizar suas exposições com fotografias do próprio arquivo, composto por material oriundo dos extintos jornais "Última Hora" do Rio de Janeiro e "Aqui São Paulo", além de fotografias históricas doadas de acervos particulares. Entretanto o espaço se mostra aberto à avaliar propostas de exposições, sem restrições de temas. A galeria não cobra taxa de locação de espaço, nem comercializa obras e todas as despesas com ampliação, montagem e instalação das peças são de responsabilidade do autor.

 

 

BANCO CENTRAL DO BRASIL

www.bb.com.br

Av.Paulista, 1804 18o.andar - Cerqueira César

Fone: 252-1630 / 252-1916 - Comunicação Social

Para expor neste espaço o fotógrafo deverá se inscrever em período pré-determinado pelo Banco e a exposição será agendada para o ano seguinte. Na inscrição deve-se apresentar um portfólio com 12 fotografias, curriculum e proposta detalhada.

 

BANCO REAL

www.bancoreal.com.br/

Av.Paulista, 1374 - Térreo

Fone: 251-9655 Eventos

Interessados devem encaminhar proposta para o setor de eventos. Caso a proposta seja aprovada, sua exposição será agendada com antecedência.

 

CASA DA FOTOGRAFIA FUJI

www.fujifilm.com.br

Av.Vereador José Diniz, 3400 - Campo Belo

Av.Santo Amaro, 3921 – Campo Belo

Fone: 5091-4053 / 5091-4054 / 5091-4055 / 5091-4077

Agendam anualmente exposições com fotógrafos consagrados ou iniciantes que queiram participar de leituras de portfólios.

 

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – CONJUNTO CULTURAL DA CAIXA

www.caixa.com.br

Pça.da Sé, 111 3o.andar - Centro

Av.Paulista, 1842 Vão Livre - Cerqueira Cesar

Fone: 3107-0498 / 258-2122 / 239-1164

A Caixa Econômica Federal possui dois importantes endereços para exposições. O primeiro se situa no prédio da Pça.da Sé, onde funcionam a biblioteca, o museu e as galerias. Outro espaço é o vão livre da Av.Paulista. Ambos abrigam exposições de artes plásticas, incluindo fotografias. Há possibilidade, inclusive, da Caixa patrocinar essas exposições, como também se mostram abertos para abrigar artistas que só necessitam do espaço. Há preferência por trabalhos que retratem a memória da cidade e sua urbanização. Interessados devem elaborar um planejamento e enviá-lo para o Conjunto Cultural sediado na Sé.

 

 

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL

www.bb.com.br

R. Álvares Penteado , 112 Centro

Fone: 3113-3600, 3113-3651

 

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO

www.centrocultural.sp.gov.br/

Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso

Fone: 3277-3611 Ramal 258 ou 259 Divisão de Artes Plásticas

Espaço da Secretaria Municipal de Cultura, aberto à amadores e profissionais. Os interessados devem se inscrever no Programa Anual de Exposições Fotográficas, geralmente no inicio do ano. Para se inscrever, o fotógrafo deverá preparar um dossiê contendo uma descrição da exposição pretendida e curriculum vitae. Todas as propostas inscritas serão examinadas e selecionadas por uma comissão designada. As propostas aceitas são divulgadas pela mídia.

 

CENTRO UNIVERSITÁRIO MARIA ANTONIA

www.usp.br

Rua Maria Antonia, 294 – Consolação

Fone: 3255-7102

 

CITIBANK

https://www.latinamerica.citibank.com/BRGCB/JPS/portal/Index.do

Av.Paulista, 1111 18o.andar - Cerqueira Cesar

Fone: 5576-1328

Espaço situado na passagem que liga a Alameda Santos à Avenida Paulista. Preferem temas da atualidade. Os interessados devem enviar um projeto para a gerência de eventos entre os meses de setembro e dezembro. Caso o trabalho seja selecionado, as exposições são agendadas a partir de julho do ano seguinte.

 

ESPAÇO PORTO SEGURO DE FOTOGRAFIA

www.portoseguro.com.br

Al.Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos

Fone: 3366-5037

 

FAAP – FUNDAÇÃO ARMANDO ÁLVARES PENTEADO

www.faap.br

Rua Alagoas, 903 – Higienópolis

Fone: 3662-1662 / 3662-7198

 

FNAC

www.fnac.com.br

Av. Pedroso de Moraes, 858 – Pinheiros

Fone: 3097-0022

 

FUNARTE www.funarte.gov.br/

Al.Nothman, 1058 - Campos Elíseos

Fone: 3662-5177

A Funarte tem a Galeria Mário Schenberg. Interessados devem submeter o trabalho à uma avaliação da Fundação. Para expor na ala Jorge Mautner, o fotógrafo deve agendar um encontro com o curador. O fotógrafo pode optar por colocar ou não à venda as fotografias, destinando 10% do valor de venda à Associação dos Amigos da Funarte, que utiliza o dinheiro na manutenção do local.

 

 

FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO

http://bienalsaopaulo.globo.com/

Parque do Ibirapuera, Portão 3 - Ibirapuera

Fone: 5574-5922 Gerência de Eventos

Importante espaço destinado à exposição de obras de arte. Para se expor aqui a iniciativa deve partir da própria Fundação.

 

GALERIA NARA ROESLER

www.nararoesler.com.br

Av. Europa, 655 – Jd. Europa

Fone: 3063-2344

Galeria de arte que expõe inclusive trabalhos de fotografia.

 
GALERIA PAUL MITCHEL – NA MATA CAFÉ

http://www.namata.com.br/

Rua da Mata, 70 – Itaim

Fone: 3079-0300

Espaço de exposições anexo ao Bar da Mata. Preferência por trabalhos autorais e fotografia de moda.

 
GALERIA VERMELHO

www.galeriavermelho.com.br/v2/index.asp

Rua Minas Gerais, 350 - Higienópolis

Fone: 3257-2033

Galeria voltada às artes em geral, porém com ênfase na produção fotográfica e de video.

GALERIA CONSIGO

www.consigo.com.br

Rua Conselheiro Crispiniano, 105 – 1. Andar

Fone:3214 26 60

Espaço destinado ao fotografo amador ou profissional

 

IMAGE CLUB

Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, 1143 - Itaim

Fone: 3845-9158 / 829-6226

Bar temático decorado com câmeras antigas, posters fotográficos e filmes. Geralmente as exposições fotográficas organizadas neste espaço partem de um convite do próprio bar, que seleciona o material junto com o fotógrafo e providencia as ampliações e as molduras, além de organizar um coquetel para a imprensa. Entretanto, fotógrafos que tenham um trabalho interessante, cujo material tenha afinidade com o espaço, podem entrar em contato com o curador e submeter seu portfólio à uma análise. Não há taxa de locação e não comercializam as obras, entretanto caso algum frequentador se interesse em comprar alguma foto, o bar se encarrega de colocá-lo em contato com o autor. O espaço inclui também um restaurante, um piano-bar e uma boate.

 

INSTITUTO CULTURAL ITAÚ - ICI

www.ici.org.br

www.itaucultural.org.br

Av.Paulista, 149 – Bela Vista

Fone: 3268-1700 / 3268-1768 Depto.Programação

Organizar uma exposição fotográfica no ICI depende de um convite do próprio Instituto. As exposições estão sempre relacionadas à um tema central sugerido por eles.

 

INSTITUTO GOETHE

www.goethe.de/br/sap

Rua Lisboa, 974 - Pinheiros

Fone: 3088-4288 / 3060-8413

Abertos à exposições de fotografias de temas ligados à Alemanha. Interessados devem procurar o Instituto através do telefone e comparecer munidos de portfólio.

 

INSTITUTO MOREIRA SALLES - IMS

www.ims.com.br

IMS = Rua Piauí, 844 1o.andar – Higienópolis

Fone: 3097-1172 / 3825-2560 / Administração: 3814-0773

Espaço cultural mantido pelo Unibanco. Em geral as exposições aqui realizadas dependem de um convite do próprio Instituto. O interesse por aceitarem uma proposta de exposição fotográfica depende de uma sintonia com os eventos da instituição. Interessados devem escrever para a administração do IMS, que fica na Av.Eusébio Matoso, 891, 22o.andar, CEP 05423-180. Administram, também a Galeria do Unibanco Arteplex, que fica no 3º piso do Frei Caneca Shopping & Convention Center.

 

INSTITUTO TOMIE OHTAKE

www.institutotomieohtake.org.br/

Av. Faria Lima, 201 – Pinheiros - Entrada pela Rua Coropés

Fone: 6844-1900

Espaço para exposição.

 

MAC - MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

www.mac.usp.br

Rua da Reitoria, 109 - Cidade Universitária

Fone: 3818-3392

O convite para expor aqui deve partir da direção do museu ou de propostas para mostras coletivas.

 

MAM - MUSEU DE ARTE MODERNA

www.mam.org.br

Av.Pedro Álvares Cabral, s/nº portão 3 – Pq.Ibirapuera

Fone: 5549-9688 / 5549-2342

Interessados em expor no MAM devem apresentar um projeto assinado por um curador, além de um portfólio para análise. O museu organiza um comitê composto por críticos, artistas e pesquisadores que irá analisar a proposta. O próprio fotógrafo se encarrega de obter patrocínio para cobertura das despesas.

 

MAM HIGIENÓPOLIS

www.mam.org.br

Av. Higienópolis, 698 – Higienópolis

Fone: 3662-5052

 

MASP - MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO

www.masp.art.br

Av.Paulista, 1578 – Bela Vista

Fone: 3251-5644 Coordenadoria de Exposições

Importante espaço para fotógrafos já consagrados. Geralmente expor no MASP depende de um convite do próprio museu, entretanto propostas podem ser encaminhadas e submetidas à avaliação. O próprio expositor arca com as despesas da exposição através de recursos próprios ou patrocínio.

 

METRÔ

www.metro.sp.gov.br/

Rua Augusta, 1626 12o.andar - Cerqueira Cesar

Fone: 283-7578

Freqüentemente o Metrô de São Paulo organiza exposições fotográficas nas diversas estações espalhadas pela cidade. Para expor neste espaço o interessado deverá agendar um encontro com o curador e levar seu portfólio e curriculum para apreciação. O Metrô aceita propostas para expor qualquer tema, preferindo evitar produções sobre o próprio Metrô. Eles não cobram taxa de locação e o fotógrafo deverá bancar as despesas com ampliações, suportes e estruturas.

 

MIS - MUSEU DA IMAGEM E DO SOM

www.mis.sp.gov.br/

Av.Europa, 158 - Jardim Europa

Fone: 3062-9197 / 3085-1498 / 3088-0896 / 3081-4417

Espaço dedicado à fotógrafos nacionais e internacionais, aberto também à novos talentos. As exposições duram pelo menos 10 dias e sugere-se a doação de uma obra para o acervo. Interessados devem procurar o museu munidos de portfólio.

 

MUSEU PAULISTA DA USP

www.mp.usp.br/

Parque da Independência s/no - Ipiranga

Fone: 215-4588

Exposição permanente do fotógrafo Militão Augusto de Azevedo.

 

NA MATA CAFÉ

Rua da Mata, 70 – Itaim Bibi

Fone: 3079-0300

www.namata.com.br

Aberto em 2000, trata-se de um restaurante variado frequentado pelas top models da região. Administrado por Cliff Lee, possui uma galeria de fotografias anexa. Tem maior aceitação as fotografias de moda, mas estão abertos para outras possibilidades.

Última modificação: AGO/2005.

 

PAÇO DAS ARTES

www.pacodasartes.sp.gov.br/

Av.da Universidade, 1 - Cidade Universitária

Fone: 3813-3627 / 3031-0682 / 3031-3527

Trata-se de uma galeria de arte contemporânea, administrada pela Secretaria de Cultura. A programação é anual, porém fotógrafos interessados em expor neste espaço podem encaminhar, a qualquer tempo, propostas de exposições e comparecer munidos de portfólio.

 

PAPARAZZI GALERIA

Av. Pedroso de Moraes, 100 - Pinheiros

Fone: 3816-5520 / 3083-1250

Galeria de rua, construída em substituição aos muros da Escola Municipal de Educação Infantil Pedroso de Morais. O espaço, que funciona 24 horas por dia, abriga apenas trabalhos de grandes dimensões para que quem passe à pé ou de carro na rua possa ver. A Galeria pertence ao "Laboratório Paparazzi", que funciona em frente, e à "Revista Paparazzi". Fotógrafos interessados em expor no local devem levar ou enviar seus portfólios pelo correio, através de sedex registrado, para a Av. Pedroso de Morais, 99 A/C do Editor. O tema é livre.

 

PINACOTECA DO ESTADO

www.pinacoteca.sp.gov.br

Praça da Luz, 2 – Bom Retiro

Fone: 229-9844

O próprio museu escolhe e convida o artista, além de cuidar da obtenção de patrocínio para cobertura das despesas com a exposição.

 

SESC - SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO

www.sescsp.com.br

As exposições que acontecem nestes espaços são temáticas e a proposta para expor aqui depende de um convite da instituição.

- SESC BELENZINHO

Av.Álvaro Ramos, 991 - Belenzinho - Fone: 6096-8143

- SESC CARMO

Rua do Carmo, 147 - Centro - Fone: 3105-9121

- SESC CONSOLAÇÃO

Rua Dr.Vila Nova, 245 - Consolação - Fone: 3234-3000

- SESC INTERLAGOS

Av.Manoel Alves Soares, 1100 - Interlagos - Fone: 5970-3500

- SESC IPIRANGA

Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga - Fone: 3340-2000

- SESC ITAQUERA

Av.Projetada, 1000 - Itaquera - Fone: 6521-7272

- SESC PAULISTA

Av.Paulista, 119 - Cerqueira Cesar - Fone: 3179-3400

- SESC PINHEIROS

Av.Rebouças, 2876 - Pinheiros - Fone: 3815-3999

- SESC POMPÉIA

Rua Clélia, 93 - Pompéia - Fone: 3871-7700 / 3871-7799

- SESC SANTO AMARO

Rua Amador Bueno, 505 - Fone: 5183-3114

- SESC SÃO CAETANO

Rua Piauí, 554 - São Caetano - Fone: 453-8288

- SESC VILA MARIANA

Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana - Fone: 5080-3000

 

TANGRAN GALERIA

www.tangran.com.br

Rua Dr. Renato Paes de Barros, 533 – Itaim Bibi

Fone: 3071-3173

Galeria cuja proposta é divulgar trabalhos que representem os infinitos recursos da fotografia. Para fotógrafos novos ou já reconhecidos.

 

USP - ESPAÇO A.C.D'ÁVILA ESCOLA DE COMUNINAÇÕES E ARTES ECA/USP 

Av.Prof.Lúcio Martins Rodrigues, 443 Bloco A - Cidade Universitária

Fone: 3818-4112 www.eca.usp.br

Espaço inaugurado em 1998 com o objetivo de expor trabalhos feitos pelos alunos dos cursos de fotografia da Escola de Comunicação e Artes da USP. O nome do espaço homenageia o fotógrafo Antonio Carlos D'Ávila, ex-professor das turmas de cinema, falecido em 97.

 

COMO EXPOR ?  INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Por:André Teixeira e Danielle Pinto, fone Photos/UOL

 

Fotógrafos orientam como expor no eixo Rio-São Paulo. Alguns dos principais espaços culturais esclarecem quais são os critérios para que os fotógrafos possam mostrar seus trabalhos ao público consumidor de fotografia

Se é verdade a crença de que o fotógrafo é acima de tudo um vaidoso, nada mais natural que ele queira um espaço para mostrar sua arte - e, de quebra, faturar novos clientes e sentir o doce sabor dos elogios, que ninguém é de ferro. O problema é a dificuldade para conseguir um local interessante para exibir aquelas fotos maravilhosas que, por enquanto, só os amigos mais chegados conhecem. Com poucas - em comparação a países como Estados Unidos, França e até mesmo nossa vizinha Argentina - opções de centros culturais e galerias no Brasil - concentradas basicamente em São Paulo - e com a “concorrência” cada vez maior, é preciso descobrir o mapa da mina para que o sonho de ver suas fotos expostas num lugar de destaque se torne realidade. “Exposições são extremamente importantes, principalmente na minha área, em que o nome do fotógrafo quase nunca aparece. É uma chance de apresentar nosso trabalho ao público e ao mercado” diz Rogério Erlich, veterano na fotografia de moda, publicidade e retratos e com várias mostras no currículo. “É como um cartão de visitas”, completa André Villaron, outro acostumado a ver suas fotos expostas em galerias e centros culturais. Um dos primeiros passos, segundo Villaron - que já fez duas individuais, uma delas em Cuba, e participou de várias coletivas, inclusive na badalada Mostra do Descobrimento -, é definir exatamente o que se quer mostrar, e como. “Quem quer expor precisa pensar no material que tem nas mãos, o que pretende dele e, principalmente, que tipo de local o aceitaria”, comenta. “Não dá para saber de antemão que tipo de material é adequado a cada lugar, mas algumas coisas são óbvias.

Uma exposição de nus, por exemplo, dificilmente será bem-vinda num consulado ou num centro cultural da Marinha”, explica a fotógrafa Cinara Barbosa. Ficar de olho no calendário também ajuda, segundo Villaron. Ele sentiu que um trabalho que vinha desenvolvendo há anos sobre os calungas - descendentes de antigos moradores de quilombos de Goiás - se encaixaria bem numa parte da Mostra do Descobrimento que enfocaria o tema Negro de Corpo e Alma. Levou o portfólio até São Paulo e o apresentou ao curador, que imediatamente o aprovou. “É preciso estar atento às situações, mas nunca trabalhar apenas em função delas”, ensina. Erlich concorda. “Procuro aproveitar datas festivas e acontecimentos para sugerir idéias, mas sem forçar a barra. Já fiz vários tipos de exposição, mas sempre sobre temas que me atraem. Jamais faria algo fora da minha área apenas para expor”, garante. Como exemplos, cita Ah! essas mulheres..., exposição com 140 fotos sobre o universo feminino que apresentou no Dia Internacional da Mulher, em 1999, no Museu da República, no Rio. “Aproveitei a data para mostrar um trabalho que faço normalmente, com retratos”, conta.

A exposição reuniu 1.600 pessoas, apenas na vernissage. A atenção ao calendário não se resume a essas datas. “A maioria dos locais fecha o calendário de exposições com um ano de antecedência. Geralmente, entre outubro e março”, diz Cinara. “Mas galerias particulares são mais flexíveis, mais abertas”, observa. “É preciso trabalhar com antecedência, até para ter mais tempo de conseguir patrocínios”, completa Erlich - que também “mostra a cara” no site www.aproposito.com.br. A questão do patrocínio, para ele, é um dos maiores nós a desatar, quando se quer fazer uma exposição. “É preciso conhecer as pessoas certas nos locais certos, senão fica difícil conseguir apoio”, comenta. “Já banquei exposições do meu próprio bolso - até mesmo com trabalhos enquadrados na Lei Rouanet, que mesmo assim não conseguiram verba”, afirma.

 Ele critica a falta de atenção das grandes fabricantes - citando textualmente Kodak e Ilford - para o problema. “Eles não abrem um espaço, não apóiam um projeto, principalmente aqui no Rio. Não consigo nem um contato inicial com eles”, reclama. E vai além. “Na minha exposição Luz do Lixo, em que mostro as mais de 300 toneladas de fantasias abandonadas no Sambódromo após o Carnaval, tive que digitalizar as imagens e imprimi-las no Studio Alfa porque simplesmente não havia papel fotográfico dessas duas empresas no mercado”, lembra. O curioso é que essas empresas, segundo Erlich, costumam dar apoio a várias exposições - mas apenas em São Paulo. “Não entendo esse comportamento”, diz.

A explicação pode estar na falta de espaços culturais, no Rio, com um olhar mais voltado para a fotografia, constatada pelo próprio Erlich. “Em São Paulo, galerias e centros culturais dão mais valor à fotografia, a encaram como uma forma de arte. Aqui no Rio isso é mais raro”, lamenta. Uma forma de driblar esse problema, para Villaron, é ficar atento a espaços alternativos. “Em restaurantes, bares e até no saguão de entrada de grandes empresas é possível montar uma boa exposição”, comenta. Erlich é um bom exemplo dessa possibilidade. “Minha primeira exposição, no início da década de 80, foi num restaurante. Ele também já mostrou fotos em shoppings e até em boates.

 Até mesmo profissionais consagrados, acostumados a expor nos grandes centros de vários países, partem por esse caminho. É o caso de Miguel Rio Branco, que está com trabalhos expostos na lanchonete de uma grande livraria no Rio. “É parte de uma exposição maior, que já terminou”, explica Villaron. Essa possibilidade de adaptar um trabalho às necessidades e condições de determinado local, segundo Cinara, é um ponto que não deve ser esquecido, até mesmo na hora de “vender seu peixe”. Não adianta, segundo ela, chegar com um portfólio de 100 imagens numa pequena galeria. Da mesma forma, apresentar 10 ou 15 imagens para o curador de um espaço gigantesco não faz sentido. É claro que não há uma regra fixa - “cada caso é um caso”, diz Villaron -, mas ele aconselha apresentar entre 40 a 50 imagens, se a intenção é fazer uma exposição grande. “Mas, se você tem 10 belas imagens de um tema e acha que elas, por si só, valem uma mostra, também pode correr atrás de um espaço”, analisa. Mas como apresentar essas imagens? Também nesse ponto não há normas definitivas - tudo depende do tipo de trabalho. “Há fotos em que a força está na informação que ela traz. Em outras, o que vale é seu impacto visual.

No caso das primeiras, não é preciso levar ampliações muito trabalhadas - até feitas em um laboratório em uma hora já valem. Nas outras, o ideal é mostrá-las ao curador já em seu formato final, ampliadas com todo o cuidado, pois seu valor às vezes só é sentido assim”, explica Villaron. Para Cinara, um portfólio, independente do tema do trabalho, precisa ser “simples, mas bem acabado, mostrando capricho e seriedade”. Ela sugere que o fotógrafo, além das ampliações, leve as imagens gravadas num CD-ROM e o deixe na instituição - assim, outras pessoas poderão analisá-las. Nem sempre, no entanto, isso é necessário, e o próprio Erlich é um exemplo. Em muitas de suas exposições, ele primeiro propôs o tema, conseguiu o espaço e somente depois partiu para a produção das fotos. “Vendo uma idéia, depois corro atrás das imagens”, afirma. Para isso, busca sempre temas inéditos - “gosto de desafios, de buscar a novidade”, diz - e com repercussão na mídia. “Não adianta fazer uma exposição que só vai ser vista pelos seus amigos. O interesse da imprensa é fundamental para o retorno dos patrocinadores”, ensina. Como se vê, a tarefa de encontrar um local para expor suas fotos não tem normas inflexíveis. Tudo vai depender do tipo de trabalho, da força de vontade, talento e conhecimentos do fotógrafo, mas Cinara faz um resumo do caminho a seguir. “Pensar bem no trabalho, no que se quer dele; analisar com calma as opções de locais, estar atento ao calendário e às oportunidades.

O fotógrafo tem que pensar, também, em ajudar no que pode - divulgação e montagem da mostra, por exemplo. Deve ser um parceiro do local que vai receber suas fotos”, finaliza. Os espaços em São Paulo - Em São Paulo, a maioria das salas de exposição, vinculadas à administração pública, selecionam os seus artistas uma vez por ano e em janeiro já estão com a programação anual de exposições completa. O Centro Cultural de São Paulo, criado em 1989, abre espaço para os artistas em início de carreira através do seu Programa de Exposições. O objetivo é fazer um mapeamento da jovem produção brasileira e dar ao público acesso a obras representativas da arte contemporânea. Todo ano, nos meses de setembro e outubro, o Centro Cultural de São Paulo divulga um edital convidando os artistas a apresentarem seus port-fólios. Paulo Monteiro, funcionário do CCSP, explica que na área de fotografia, o artista deve enviar no mínimo cinco fotos recentes. O material será avaliado por uma comissão composta por críticos de arte e artistas plásticos de renome junto com a direção do CCSP. Os selecionados são distribuídos em três grupos que irão formar três mostras. Durante as mostras, os trabalhos são expostos individualmente, porém, simultaneamente.

A direção do CCSP ainda convida artistas já consagrados para completar a mostra. O Conjunto Cultural da Caixa também usa edital para selecionar os artistas que irão expor em suas salas. Publicado todo ano, entre outubro e dezembro, o edital dá oportunidade para artistas do Brasil inteiro, já que a Caixa possui espaços culturais em Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba e São Paulo. Élcio Mendes de Paiva, gerente de marketing do Conjunto Cultural da Caixa, explica que, como a abrangência é nacional, é possível fazer um intercâmbio entre os artistas. “Procuramos, por exemplo, trazer um fotógrafo de Minas Gerais em início de carreira para expor em São Paulo. E ao mesmo tempo, colocar em Brasília alguém de renome em São Paulo, porém, pouco conhecido no interior do país. Para concorrer basta enviar um portfólio e um pequeno projeto descrevendo o porquê do trabalho.

Paiva também lembra que é bom exemplificar já no projeto como o artista pretende expor o seu trabalho. O resultado da seleção é divulgado geralmente no mês de março e são aprovadas cerca de 55 exposições. A Caixa se compromete apenas com a cessão do espaço. Os demais custos para a montagem da exposição correm por conta do expositor. Claro, existe sempre a possibilidade de negociação, dependendo da disponibilidade orçamentária da Caixa. O Centro Cultural da Fiesp, com uma sala localizada na Avenida Paulista, abre espaço apenas para movimentos e artistas com importância histórica já reconhecida, ou seja, a Galeria de Arte do Sesi não recebe trabalhos de quem está em início de carreira. Porém, Cristiane Silva, assessora de impressa do Centro Cultural da Fiesp, explica que, para os iniciantes, o Sesi conta com salas em mais de 50 municípios do interior de São Paulo. Nestas salas do interior do estado, a Fiesp oferece suporte estrutural para as exposições - instalações, expositores, vigilâncias, limpeza e divulgação - porém, não oferece nenhuma verba para a sua realização. “Quem já tiver um projeto pronto e com patrocínio e só necessita de espaço para expor, pode enviar sua proposta para a análise”, esclarece Cristiane. É importante ficar de olho nas datas, pois os projetos são recebidos até agosto e em setembro já é fechada a programação para o ano seguinte.

A Pinacoteca do Estado de São Paulo inaugurou em 2000 um espaço exclusivo para a exposição de fotos, onde o processo de seleção é menos burocrático e acontece durante todo o ano. A cafeteria e o primeiro piso da Pinacoteca já receberam cerca de 22 exposições. O fotógrafo Fernando Laslo, a convite do curador de fotografia da Pinacoteca, Diógenes de Moura, inaugurou o espaço. O fotógrafo interessado em mostrar o seu trabalho na Pinacoteca deve marcar um horário com o curador de fotografia para a apresentação do seu projeto e portfólio. Segundo Diógenes, entre os critérios para a escolha, é levado em conta se as fotos para serem expostas tem alguma ligação com as outras mostras de arte que estão acontecendo na Pinacoteca. “A exposição também tem que ser inédita em São Paulo e optamos por mesclar nomes consagrados com fotógrafos desconhecidos. Recebemos desde arte clássica até contemporânea, basta que tenha qualidade”, complementa Diógenes.

Para quem tem interesse em expor na Pinacoteca, é importante ir atrás do sonho com antecedência. Neste momento as salas de fotografia já estão com a programação completa até janeiro de 2004. A análise de portfólio para selecionar o material para ser exposto também é feita na galeria Paul Mitchel. Segundo Cliff Lee, proprietário da galeria, são aceitos apenas trabalhos de profissionais, porém o material exposto não deve se comercial e sim, pessoal. “Também exigimos que a exposição seja inédita e o material já esteja pronto. Não adianta o fotógrafo chegar aqui com apenas uma idéia. Optamos sempre por quem já está com a exposição pronta apenas à procura de um espaço”. A galeria Paul Mitchel, com uma sala de mais ou menos 50m2 exclusiva para a fotografia, se interessa por foto-arte, do clássico ao contemporâneo. Uma vitrine fotográfica no centro de São Paulo. Assim é a galeria Paparazzi, espaço já conhecido de muitos dentro do ramo fotográfico. Além de ceder espaço, a Paparazzi também se responsabiliza por toda a montagem, desde ampliação até a colocação de molduras. O fotógrafo se preocupa apenas em ceder suas melhores imagens.

Criada em 1998, a Paparazzi abre espaço para fotografia artística e para fotos que tragam em si assuntos de interesse geral. “Atualmente estamos como uma exposição cedida pela Nasa que mostra as primeiras imagens do homem à lua”, exemplifica Douglas Munhoz, coordenador da galeria. Munhoz conta que para os próximos cinco meses o calendário da galeria já está fechado, porém, continuam recebendo portfólios para análise. Os portfólios recebidos são inicialmente analisados por Carlos Cirenza, um dos sócios da galeria. Num segundo momento, um conselho de curadores dá o seu veredicto. “No momento estamos analisando cerca de 50 portfólios, e só hoje já recebi três fotógrafos que vieram entregar trabalho”, conta Munhoz, como exemplo de como um espaço na Paparazzi é concorrido. Por ano a galeria realiza aproximadamente 10 exposições. Salas de São Paulo Centro Cultural de São Paulo Como Expor: edital de seleção é publicado entre setembro e outubro. Necessária a apresentação de portfólio. Mais informações: www.ccsp.com.br ou pelo fone (11) 3277-3611. Conjunto Cultural da Caixa Como expor: edital de seleção é publicado entre outubro e dezembro. Necessária apresentação de portfólio e projeto. Mais informações: www.cef.com.br ou (11) 3107-0498.

 Centro Cultural Fiesp e Galerias do Sesi Como expor: somente para as salas do interior do estado. Enviar projeto para aprovação até agosto para Taís Tanira Rodrigues. Av. Paulista, 1313 - piso intermediário. Cerqueira César - São Paulo/SP CEP 01311-923. Mais informações: www.fiesp.org.br ou (11) 284-0846. Galeria Paul Mitchel Como Expor: fotógrafos profissionais devem marcar apresentação do portfólio com Cliff Lee, proprietário da galeria. Mais informações: (11) 3079-0300 Pinacoteca do Estado Como Expor: marcar horário com o curador de fotografia, Diógenes Moura, para apresentação de portfólio e projeto. Aceita apenas exposições inéditas em São Paulo. Mais informações: (11) 229-9844. Galeria Paparazzi Como expor: marcar hora ou enviar portfólio e carta de apresentação para a galeria aos cuidados de Douglas Munhoz. Interessa-se por fotografia artística e fotos com conteúdo de interesse geral.

 QUER EXPOR NO CCBB, NO RIO? Uma das responsáveis pela programação do prestigiado Centro Cultural Banco do Brasil - que neste ano já promoveu a badalada ArteFoto e em junho vai abrigar uma individual de Mario Cravo Neto, Yole Mendonça fala sobre os critérios da casa para a análise de propostas de exposição Photos - Como apresentar uma proposta de exposição para o CCBB? Yole - O Centro recebe todas as propostas pelo site www.cultura-e.com.br , onde o artista preenche um formulário falando do seu trabalho e do tipo de exposição que pretende. Essas propostas são analisadas e, se estiverem dentro das diretrizes, da linha que o Centro pretende para o ano seguinte, são aprovadas. Photos - Os projetos, então, têm que se encaixar nessas diretrizes? Yole - Exatamente. Já tivemos que recusar excelentes projetos porque não se casavam com o que o Centro pretendia para o ano. Photos - O que consta nesse formulário? Yole - Ele é bem detalhado. Além de dizer os objetivos e a proposta do trabalho, o artista precisa especificar os valores de cada uma das etapas - no caso da fotografia, o que vai gastar com filmes, revelação, transporte, despesas com gráfica para impressão do catálogo, enfim, todos os custos envolvidos no projeto. Esse detalhamento é uma forma de avaliar a seriedade do artista, seu comprometimento. Photos - Vocês patrocinam a produção do trabalho ou preferem que ele esteja pronto? Yole - Nossa tendência é patrocinar integralmente o trabalho, até porque um dos critérios de avaliação dos projetos é justamente o ineditismo. O artista nos vende uma idéia, um conceito, e nós lhe fornecemos os meios para realizar o trabalho. Photos - E se um fotógrafo já estiver trabalhando há anos numa idéia, já tiver produzido algum material, isso não será avaliado?

 Yole - Quando isso acontece, ele pode mandar algumas imagens pelo próprio formulário de inscrição, e isso com certeza vai ser levado em conta. Photos - Quais são os outros critérios de avaliação, além do ineditismo? Yole - Nós trabalhamos com o conceito de brasilidade. Preferimos abrir espaço para temas e artistas nacionais. Além disso, damos preferência a projetos que tragam alguma forma de inovação - no caso da fotografia, novos suportes, novos processos, novos olhares. O CCBB é um espaço mais voltado para a arte contemporânea. E, para finalizar, estamos atentos à questão da multidisciplinaridade. Preferimos projetos em que as diversas áreas conversem entre si. O tema proposto deve ser capaz de gerar discussões, de costurar outras mostras. Photos - Algum exemplo de trabalho multidisciplinar? Yole - Para ficar na fotografia: a exposição “O Teatro do Obscuro”, do Mario Cravo Neto, que apresentaremos de 28 de julho a 21 de setembro, será paralela a uma da artista plástica Rosangela Rennó, que usa a fotografia como base para seus trabalhos. Photos - Quando é fechado o calendário cultural do CCBB? Yole - Nós recebemos inscrições pela internet de 1° a 31 de março.

 É bom lembrar que as propostas têm que ser encaminhadas em nome de uma pessoa jurídica. O processo de análise dura em torno de seis meses. Fechamos uma programação anual, de janeiro a dezembro. Photos - São muitas as propostas? Yole - Recebemos uma média de 700 por ano, de todas as áreas. Como fazemos uma análise diária de todas elas, pedimos que os artistas não deixem para mandar tudo na última hora, pois a avaliação fica difícil. Além disso, o site fica congestionado. Photos - Na programação de exposições ligadas à fotografia em 2003, só vemos nomes consagrados. Não há oportunidade para quem ainda é desconhecido? Yole - Há sim. É preciso entender, no entanto, que o CCBB não é voltado exclusivamente para a fotografia - abre espaço para artes plásticas, cinema, teatro, enfim, todas as áreas da cultura. Todo ano escolhemos uma área em que investiremos nas novas revelações, com o projeto Novos Talentos.

 

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