|
FOTOGRAFIA: A fotografia, ao surgir em meados do século XIX, revolucionou a maneira de interpretar o mundo: trouxe consigo uma nova ferramenta para a comunicação, redesenhou a publicidade, a ilustração e inaugurou, se podemos assim definir, uma nova modalidade de expressão artística. Paulatinamente, a fotografia tomou conta do nosso cotidiano ao longo desses 150 anos. Basta observarmos os outdoors atuais que infestam as cidades, que de forma agressiva buscam captar nossa atenção. Essa diretriz é seguida pelos jornais, revistas e semanários, cada qual se esforçando ao extremo para que a fotografia da capa, ou primeira página, seja a mais eficiente possível como instrumento de vendas. Quais os predicados que as fotos devem ter para provocar algum tipo de emoção no observador? Quais ferramentas culturais deve o fotógrafo utilizar ao clicar determinada cena? Afinal, as cenas interpretadas por um fotojornalista são totalmente díspares daquela visualizadas por um fotógrafo de moda ou natureza. Se solicitarmos a um grupo de pessoa para fotografarem um mesmo objeto, usando o mesmo equipamento, a mesma luz, obteremos sempre resultados distintos. Cada indivíduo enxergará de maneira diferente a mesma realidade. Analisando os resultados, veremos que algumas fotos chamam mais as nossa atenção do que outras. Por quê? Qual é o diferencial? A resposta a essa pergunta é: a composição. Compor significa arranjar, dispor, colocar, enquadrar os elementos de uma cena de forma mais eficiente, ou seja, de maneira que agrade (cause emoção) e permaneça na memória do observador. Na realidade não existem regras absolutas para atingir esse fim, contudo, podemos alinhavar algumas diretrizes e conceitos que podem ajudar na elaboração de uma composição atraente. Assim sendo, os objetivos desses artigos bimestrais serão apresentar ferramenta que auxiliem os leitores a comporem suas fotografias. Ao descobrirmos alguma cena interessante, muita vezes não estamos de posse da máquina fotográfica e, conseqüentemente, perdemos o registro. Mas isso não tem importância. O relevante é treinarmos o nosso olhar. Se existe uma regra, é esta: olhar para tudo, compondo. Sempre. O conceito de movimento
De acordo com a teoria do Big Bang , o Universo teve início há aproximadamente 13 bilhões de anos, com uma explosão. Desde então continua em expansão. Ou seja, em movimento. Podemos dizer, portanto, que o conceito de movimento nasceu com o Big Bang. De fato, para qualquer lado que olhemos tudo está em movimento. Desde as galáxias mais distantes até os elétrons que orbitam o núcleo dos átomos dos objetos que, por ventura, se encontram estáticos ao nosso redor. Mas o conceito de movimento aplica-se também à história, aos costumes,à ciência, à arte, à moda, à língua, à tecnologia, à medicina, à política, à economia, e à filosofia. Isto é, todos os ramos do conhecimento evoluem ao longo dos anos. A fotografia correlaciona-se com o conceito de movimento numa parceria ideal para registrar o nosso agir, mostrando uma capacidade inata para capturar a realidade. Isto é, congelar a lembrança de qualquer instante de nossas vidas como também quaisquer acontecimentos. Dessa forma, tornou-se uma ferramenta eficaz para arquivar a memória acumulada em todos os seguimentos do conhecimento, bem como eternizar todos os nosso movimentos. Existem dois tipos de movimento, fotograficamente falando: aquele que mostra de maneira óbvia os movimentos de artefatos (aviões, automóveis etc.), movimentos e momentos sociais (passeatas, multidões, guerras, cerimônias, esportes), movimentos de natureza (aves, animais, cachoeiras, vendavais, furacões etc.). O outro tipo sugere o deslocamento de pontos, linhas, planos, figuras, objetos, através de mudanças suaves das dimensões, formas e posições dentro do enquadramento escolhido. Examinemos a figura abaixo. Nesta sucessão de retângulos coloridos, verificamos o deslocamento na diagonal, a variação cadenciada das respectivas dimensões, a alternância das cores e do direcionamento dos retângulos, ora verticais, ora horizontais. Essa soma de predicados aufere ao conjunto a sensação de movimento. Conclusão: A introdução do conceito de movimento na composição agrega vida, dinamismo e impacto à obra, transformando-se numa ferramenta útil para gerar fortes elos entre os componentes da foto, assegurando com isso mecanismos de lembrança ao observador. ffotografia, curso de fotografia, focus escola de fotografia, curso de fotografia digital, curso de photoshop, curso de fotojornalismo, curso de fotografia de moda, fotografia publicitaria, enio leite, casamentos e eventos, fotografia social |