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FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA Dicas de fotografia digital e
tratamento de imagens no programa photoshop
http://www.escolafocus.net
CAÇADOR DE AGULHAS
Millard Schisler fala da importância dos metadados no
arquivamento de imagens digitais
por Flavia Lelis, 26/10/07
O brasileiro Millard Schisler, 45,(*) professor do
Rochester Institute of Technology, uma das mais
conceituadas escolas de fotografia do mundo, esteve
recentemente no Brasil para participar de um evento onde
um dos principais temas era arquivamento e preservação
de imagens digitais. É fácil entender a importância
deste tema quando pensamos no volume de fotos produzidas
diariamente por profissionais e amadores pelo mundo. Dos
milhares de eventos sociais do nosso cotidiano à
cobertura jornalística das guerras no Oriente Médio –
apenas para citar dois exemplos – uma multidão de
fotógrafos enchem seus HDs de imagens, espalham boa
parte disso pela internet e contribuem para a criação de
um imenso palheiro imagético, onde não será possível
encontrar mais nada sem a ajuda de novas ferramentas,
como os metadados. Empresas como Adobe e a própria
Apple, vêm se empenhando cada vez mais em atribuir a
seus softwares, ferramentas mais eficientes de
catalogação digital, organização e busca de imagens.
Estes programas, segundo Millard, também devem ajudar a
comprovar a autoria de uma imagem, permitindo que o
autor da foto insira seus dados no arquivo digital e
faça com que eles sejam protegidos de qualquer alteração
futura.
Em entrevista à FS, Schisler vai além da explicação
sobre a importância dos metadados, faz críticas às leis
de copyright americano e alerta que os grandes bancos de
imagem estão de olho nas fotos sem autoria, uma mina de
ouro espalhada pela internet
O que são os metadados?
Os metadados podem ser definidos como dados sobre dados.
Sistemas de busca ainda não são suficientemente
inteligentes a ponto de compreenderem o que uma imagem
possa significar. Portanto, os metadados representam
todas as informações que atrelamos aos dados digitais,
para que estes mesmos dados possam ser localizados no
futuro. Em um sistema cada vez mais digital, somente
dados digitais "inteligentes" vão conseguir circular.
Imagens sem metadados dificilmente serão visualizadas ou
encontradas no futuro.
Existe um público para o qual ele seja mais indicado?
Todos os fotógrafos deveriam começar a usar os metadados,
já que é super fácil, rápido, automatizado e contribui
para criar um diferencial sobre o valor da imagem que
ele produz. Em pouco tempo, será uma ferramenta popular
para as pessoas que não são especialistas em fotografia,
aquelas que apenas tiram fotos de sua família com
câmeras digitais.
Quem são os maiores usuários dos sistemas de metadados
nos Estados Unidos, por exemplo?
Em todas as grandes empresas de imagem isto já é uma
coisa antiga, assim como nos bancos de dados de empresas
de moda e publicidade, por exemplo. Na verdade, a
catalogação sempre existiu, só que poderiam ser fichas
criadas por profissionais da biblioteconomia, com as
informações externas à imagem. Agora é possível ter isso
dentro do próprio arquivo da imagem. Você tem uma
referência e “a ficha” está incorporada à imagem. Ou
progredimos na utilização dos metadados, ou não
acharemos nada e será uma loucura! É como a analogia da
agulha no palheiro: com o metadados, ao invés de se
perder, a imagem saltaria aos nossos olhos em
pouquíssimo tempo. Deveria ser uma ferramenta mais
utilizada. Entretanto, os alunos do RIT (Rochester
Institute of Technology) que estão graduando, às vezes,
nos mandam material sem metadados.
Quais são os softwares mais indicados para edição e
armazenamento de imagens?
O photoshop está constantemente em evolução. O Bridge**
foi lançado pela Adobe, que em seguida lançou o
Ligthroom para competir com o Aperture, da Apple.
Existem outros softwares como Extensis Portfolio e o
Cumulus, da Canto.
(*) Millard Shisler foi professor da Focus, Escola de
Fotografia - São Paulo, SP, no periodo de 1984 a 1993.
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